Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna - ISKCON | Fundador-Acarya: A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

  
 
 

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:: Aula de Domingo com Jay Govinda Das

   

Bhagavad-Gita, Capítulo 6, verso 46

tapasvibhyo ‘dhiko yogi
jnanibhyo ’pimato ‘dhikah
karmibhyas cadhikoyogi
tasmad yogi bhavarjuna

  Tradução: O yogi é maior do que o asceta, maior do que o empirista e maior do que o trabalhador fruitivo. Portanto, ó Arjuna, em todas as circunstâncias, seja um yogi.
 

Significado:
Quando falamos de yoga, referíamos ao processo pelo qual ligamos nossa consciência à Suprema Verdade Absoluta. Conforme o método específico adotado, vários praticantes dão a esse processo nomes diferentes. Quando no processo unitivo predominam as atividades fruitivas, ele chama-se karma-yoga; quando é predominante empírico, o processo chama-se jnana-yoga; quando predomina uma relação devocional com o Senhor Supremo, chama-se bhakti-yoga. Bhakti-yoga, ou consciência de Krishna, é a perfeição última de todas as yogas, como se explicará no próximo verso. Nesta passagem o Senhor confirma a superioridade da yoga, mas ele não mencionou que ela é melhor que bhakti-yoga. Bhakti-yoga é conhecimento espiritual pleno e portanto nada pode excedê-la. O ascetismo sem auto conhecimento é imperfeito. O conhecimento empírico sem rendição ao Senhor Supremo também é imperfeito. E trabalho fruitivo sem consciência de Krishna é perda de tempo. Portanto a forma de execução de yoga de maior louvor mencionada aqui é bhakti-yoga, e isso se explica de maneira mais clara no próximo verso.


Jay Govinda Das, devoto da congregação de Guarulhos, escolheu um verso a respeito da jnana-yoga, e comentou sobre a maior das yogas, através da qual conseguimos a verdadeira união com o Senhor Supremo, bhakti-yoga. Através desse verso, Krishna alerta Arjuna a respeito da união e isso é revelado pela palavra yoga.

Jay Govinda explica que as yogas popularmente conhecidas hoje em dia são praticadas apenas com o objetivo de beneficiar o corpo, mas que o objetivo único de yoga é a conexão com o Supremo. Com a falta de preocupação da vida agitada em cidades grandes a yoga perdeu o sentido, e hoje é praticada apenas pelo bem estar do corpo, pois a yoga citada nos vedas é tão austera que nesta Era seria impossível pratica-la. Por outro lado, nesta Era de Kali Yuga recebemos um outro processo, o cantar dos Santos nomes do Senhor, pelo qual também podemos alcançar a bhakti-yoga.
 

 

Jay Govinda convidou a platéia a fazer uma reflexão das velhas questões, “Quem somos?” e “Para onde vamos?”, e disse que hoje em dia as pessoas trabalham para manter apenas o corpo, pela “sobrevivência”, mas que não se preocupam com o “Eu”, algumas nem sequer conhecem o “Eu”. E que, através do processo de se cantar o maha-mantra, uma pessoa pode compreender a sua verdadeira posição, de servo de Deus. Explicou também que devemos nos questionar sobre a consciência que possuímos quando praticamos as atividades do dia-a-dia, e nos preocuparmos em usar a inteligência para servir Krishna, caso contrário estaremos agindo apenas como animais.

Comentou sobre o processo do cantar dos Santos Nomes, sobre como quando cantamos os Santos Nomes podemos limpar nossos corações de impurezas que conhecemos pelo nome de ira, luxúria, avareza, “sujeiras” que nos impedem de aceitar nossa verdadeira posição, e citou a analogia do espelho da alma, o coração, que quando limpamos podemos enxergar o que há do outro lado do espelho, a alma espiritual. O maha-mantra é o processo pelo qual vamos entender essas questões, e só dessa forma praticamos a verdadeira yoga. Para atingirmos o objetivo do processo, a melhor maneira é conectar-se ou associar-se a uma alma espiritual apta a transmitir esse conhecimento através de suas realizações, ou seja, um mestre espiritual. Jay Govinda Das ressaltou a importância do mestre espiritual na vida de uma pessoa que busca satisfazer a Krishna, e ainda citou que isso é importante em outras linhas religiosas, a liderança de alguém que conhece as escrituras.

Através dos ensinamentos de Caitanya Mahaprabhu podemos saber que os Nomes de Deus têm a mesma potência que Ele. E que somente recitando podemos ter uma associação com ele. Seja em qualquer linha religiosa, Jay Govinda afirma que o processo está ligado ao nome do Senhor, e que devemos simplesmente canta-lo e glorifica-lo.

Jay Govinda encerrou a aula dizendo que, nesse caminho, poderíamos nos confundir por nosso orgulho e outros sentimentos que podem nos afastar do processo e da associação, e isso dificultaria nossa jornada. “Não se limite pela vida, que já é limitada”.

Texto: Madhumati Radhika Devi Dasi
Fotos: Madhumati Radhika Devi Dasi
 

 
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