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O dia de Balarama foi comemorado com uma grande festa na
terça-feira, dia 28/09, dia de muito trabalho em São Paulo. O templo
começou a receber os convidados a partir das 18h, e mesmo sendo
durante a semana muitos puderam participar, o templo estava cheio.

Desde o início do festival, um grupo de devotos fazia um
bhajan enquanto aguardava o Abisheka, banho das Deidades. Quando a
sala do templo estava com um número maior de devotos o Abisheka teve
início.

Quando o Abisheka começou, Harinama Das pediu para que todos
permanecessem sentados, dessa forma todos poderiam presenciar o
banho, dessa forma tudo ficou bem organizado e logo depois da equipe
do pujari banhar as deidades, foi a vez da congregação.




Após o banho das deidades tivemos uma aula sobre Sri
Balarama dada por Harinama Das, substituindo Maharaj Chandramukha,
que não conseguiu chegar a tempo no Festival.
Harinama Das disse que, nesse dia auspicioso, devemos orar
pelas bênçãos de Balarama para ter força em nossa vida espiritual.
Explicou que "Balarama" significa "força bem-aventurada", e que
Balarama, irmão mais velho de Krsna, além de ser bom de briga,
possuindo como armas um arado e uma maça, também é "sankarshana",
aquele que mantém o universo em seu devido lugar.

O devoto contou que na Índia se costuma instalar a deidade
de Ananta Sesa, uma expansão de Balarama, em construções para se
garantir solidez na construção, qualidade que também pode ser obtida
em nossa vida devocional se orarmos a ele. Explicou que, como
Balarama puxou o rio Yamuna com seu arado, devemos orar a ele para
que puxe nossa mente para o serviço devocional.
Em seguida o devoto, que estava completando no dia 19 anos
de iniciado no Movimento Hare Krishna, leu o capítulo 65 dO Livro de
Krishna, intitulado "O Senhor Balarama visita Vrndavana". Esse
passatempo é muito bonito, e conta como o Senhor Balarama, acometido
de saudades de seus pais, partiu para Vrndavana, onde foi recebido
com muita alegria e amor pelos habitantes de Vrndavana.
Após sua chegada, Balarama inquiriu pelo bem estar de todos,
e depois Seus pais lhe perguntaram como estavam ele e Krishna, que
naquele momento estavam vivendo em Dvaraka. Então chegaram as gopis,
que tinham sentido muita falta dos dois irmãos, e passaram a
inquirir sobre Krishna e lamentar Sua ausência. Falando de Krishna,
as gopis começaram a experimentar sentimentos de êxtase, e puseram-se
a chorar. Balarama, então, para apaziguá-las, narrou-lhes histórias
sobre Krishna, o que as deixou muito satisfeitas.
Assim, para satisfazer as gopis, Balarama permaneceu dois
meses em Vrndavana, e passou todas as noites com elas, desfrutando
da dança da rasa. Nesse período, o semideus conhecido como Varuna
enviou sua filha Varuni na forma de mel líquido para Vrndava, e ela
escorria dos buracos das árvores, deixando a floresta inteira
aromatizada, e atraindo Balarama e as gopis, que beberam o varuni
juntos.
Nesse momento, Balarama desejou desfrutar da companhia das
gopis nas águas do rio Yamuna, e chamou o rio para perto deles. Mas
o Yamuna achou que Balarama estava inebriado por ter bebido o varuni,
e não atendeu seu pedido. Balarama ficou muito bravo porque o rio
não atendeu a sua ordem, e o Yamuna, amedrontado com o poder de
Balarama, veio imediatamente, glorificando o Senhor Balarama e
pedindo desculpas, pelo que foi perdoado. Balarama então desfrutou
do banho de rio com as gopis, e depois foi presentado por uma deusa
da fortuna com roupas lindas e um colar de ouro, que o deixaram
ainda mais atraente.
Após a leitura dO Livro de Krishna, Keli Parayana Das falou
um pouco, contando sobre um Festival de Balarama, na década de 80,
em que foi desafiado por seu mestre espiritual a ainda estar em
consciência de Krishna dali a 5 anos. Keli Parayana então desafiou a
todos os presentes a se encontrar daqui a 5 anos em consciência de
Krishna.
Por fim, Rama Kumara Das narrou um passatempo de Revati, em
que seu pai foi até o Senhor Brahma perguntar-lhe quem era o homem
mais qualificado para casar-se com ela, mas demorou tanto aguardando
por Brahma, cujo tempo passa de maneira diferente do nosso, que
quando Brahma foi responder-lhe todos os seus conhecidos já não
existiam mais. O Senhor Brahma então indicou-lhe Balarama como sendo
a pessoa mais adequada para casar-se com Revati.

E por
fim, para encerrar o festival com chave de ouro, foi servida uma
deliciosa prasada preparada por Dinesh e sua equipe - o que
significa que a prasada estava muito boa!
Gostaríamos de agradecer a todos os devotos que de alguma
maneira ajudaram para que o festival de Balarama fosse realizado e
tão bem organizado. Aos devotos moradores do templo que há dias
vinham preparando a decoração, limpeza e organização nas instalações
do templo para o festival, Kurma Das, Krishna Gouranga das, Nanda
Kumara das, Bhakta Harinath, Bhaktin Krishna Venu, Bhaktin Maiara,
Bhakta Paulo, Bhaktin Márcia e Bhakta Franchesco. Aos devotos que
cuidaram esse dia das Deidades e da programação do altar, Hari Nama
das, Madhava Lila devi dasi, Anandini devi dasi, Sri Krishna Sakti
das, Doyal Nitay Caitanya das, Kishori devi dasi, Ananda Vrindavana
devi dasi, Phalguni devi dasi, Katyayani devi dasi, Devakinandanda
das, Harini Chandra devi dasi, Nandarani devi dasi e Bhaktin Jahnavi.
Aos devotos que reformaram a bancada onde acontecem os abishekas,
Sitadwaita das e Sri Krishna Sakti das. Ao devoto que fez a doação
das roupas novas das Deidades Yameswara Das, e à devota que produziu
novas coroas para presentear as Deidades nessa data, Madhava Lila
devi dasi. Ao Prabhu Harinath pela decoração em arranjo de flores, e
à equipe da cozinha, liderada por Dinesh, Rama Shakti devi dasi,
Dhira Lalita devi dasi, Manimanjari devi dasi e Karuna das.


Balarama Ki Jay!
Texto:
Ananda-maya Devi Dasi e Madhumati Radhika Devi Dasi
Fotos: Ravindra Gopala Das, Bhaktin Natalia e Madhumati Radhika Devi
Dasi
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