ABV - Associação Bhaktivedanta Vaishnava. Fundador-Acarya: A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

  
 
 

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Govardhana-puja

Govardhana-puja caiu num sábado, dia mais tranqüilo na cidade de São Paulo, possibilitando a presença de um número maior de devotos.

Os devotos do templo desde cedo estavam trabalhando para o festival, organizando e limpando as dependências do templo e iniciando as preparações que seriam oferecidas à noite aos devotos. Mais tarde se juntaram a eles Kisori Devi Dasi e Candrika Devi Dasi.

 

 

Outros devotos que moram fora do templo, mas prestam serviços regularmente as deidades neste dia, sábado, também já estavam presentes e trabalhando, como o Prabhu Jitasu Das que cozinha para as deidades, e Yogamaya Devi Dasi, que adora as deidades aos sábados.

  

Mãe Saurasane preparou a Halava que, mais tarde, foi modelada para a preparação da colina de Govardhana, que foi belamente montada e decorada por Anandini Devi Dasi e Anadi Devi Dasi.

 

Tivemos, então, uma interessante palestra ministrada por Nitya Tripta Das, discípulo de Srila Prabhupada. Um dos tópicos abordados pelo devoto foi o conceito impersonalista propagado pelo Senhor Buda, uma das encarnações de Krishna, que teve alguns propósitos muito especiais na Terra – entre eles, acabar com a matança de animais que estava sendo feita por Brahmanas caídos que estavam deturpando a literatura védica.

 

Já que estávamos comemorando Govardana Puja, o devoto nos contou o passatempo referente a este episódio, em que Krishna queria dar uma lição ao seu devoto Indra, o Semi Deus que controla a chuva, uma vez que este estava tomado por falso orgulho. No passatempo, Nanda Maharaj, o rei de Vrindavana, junto com seus habitantes, iria fazer um sacrifício para Indra, mas Krishna convenceu-os a não mais prestar o sacrifício para o Semi Deus, e sim à Colina de Govardana.

Nanda Maharaj e os habitantes de Vrindavana aceitaram fazer o sacrifício à Colina de Govardana, e Krishna os ocupou em um movimento transcendental de sintonia e de devoção imaculada à mesma. Sentindo-se afetado pela atitude tomada por Nanda Maharaj e os vaqueirinhos, Indra mandou para Vrindavana as nuvens Samvartaka, que são auxiliadoras na destruição universal. Apavorados com a terrível tempestade, os habitantes de Vrindavana pedem socorro a Krishna, que usando apenas a mão esquerda, ergue a Colina de Govardana e a usa como “guarda chuva” para todos os habitantes, que se recolheram junto a Ele debaixo da Colina, mantendo-se a salvo.

 

Após sete dias, tendo observado o poder místico de Krishna, Indra ficou deslumbrado e, constrangido, pediu às nuvens que desistissem e que recuassem. Prabhu Nitya Tripta citou ainda um verso do Bhagavad–Gita que afirma que Krishna nunca abandona o seu devoto. Logo pudemos entender que, no passatempo de Govardana, Krishna quis situar Indra na sua verdadeira posição de devoto.

No final de sua aula, o palestrante nos falou sobre a graça infinita e misericordiosa da Colina de Govardana na Kali–Yuga, pois é devido a ela que os efeitos desta Era ainda não se manifestaram por completo.

Assim que a aula terminou, a Colina de Govardhana já estava no centro da sala do templo, e então quando abriu o altar, foi oferecido um puja simultaneamente para as Deidades e para a Colina. Enquanto os devotos cantavam sob a liderança de Jay Govinda Das, devoto de Guarulhos, todos circambularam a colina de Govardhana num belo kirtana.

 

 

Em seguida o cenário da peça teatral foi rapidamente montado pela família de Harinama Prabhu, entre outros ajudantes. Suas filhas, Harini e Nandarani, trabalharam na produção da peça, cuidando da iluminação e da projeção de um slide show com mensagens e fotos sobre a Era de Kali, enquanto sua esposa Anandini Devi Dasi preparou a maquiagem e cuidou pessoalmente do áudio. Foi realmente inspirador ver uma família unida no serviço de pregação para a consciência de Krishna.

A peça apresentada foi "Kali Yuga - A Era das desavenças", uma peça de Guhyesha Das, um discípulo de Srila Prabhupada, que foi adaptada por Harinama Prabhu. Num monólogo, ele apresentou as quatro Eras existentes – Satya Yuga, a era do ouro; Tetra Yuga, a era da prata; Dwapara Yuga, a era do bronze; e enfatizou Kali Yuga, a era do ferro, em que vivemos atualmente.

Harinama interpretou Kali e falou sobre as atividades pecaminosas, como matança de animais, jogos de azar, sexo ilícito e intoxicação, misérias e a falta de espiritualidade desta Era. E através de suas filhas, Luxúria, Ira e Inveja mostrou o quão degradante a Era pode se tornar. Mas trouxe também a mensagem de que a presença de Caitanya Mahaprabhu faz a diferença para os devotos. Quem não pôde conferir terá uma outra oportunidade no Ratha Yatra de Franco da Rocha, quando a família irá apresentar-se novamente. Vale a pena conferir!!!

Agradecemos a todos os devotos envolvidos que, de alguma forma, colaboraram para a organização e realização do festival!

Govardana Ki Jay!!! 


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