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Relato da Reinauguração do Adi-Templo em
São Paulo
No fim de semana dos dias 4 e 5 de Julho aconteceu a tão esperada
reinauguração do Adi-Templo Hare Krishna, em São Paulo, e a festa
foi o que todos esperavam e muito mais!
Os preparativos finais vinham acontecendo durante toda a semana
anterior ao evento, culminando com um grupo de dedicados devotos
“varando a noite” de sexta para sábado para que tudo estivesse em
ordem para receber as Deidades e os devotos naquele mesmo dia.
Sábado



No sábado, que amanheceu limpo e quente, os devotos
começaram a chegar cedo, bem antes do horário programado para o
início da programação, todos com humor de serviço, super dispostos a
ajudar a limpar e organizar o templo para o festival. Coordenados
por Madhumati Radhika DD, os devotos presentes aprontaram tudo, de
modo que, quando a festa começou, faltava ajustar apenas alguns
detalhes.
A programação começou, por fim, com uma cerimônia de fogo realizada
por Sri Govinda Das e Arjuna Vallabha Das, brahmanas antigos da
congregação de São Paulo, e ambos especialistas em agni hotras. É
costume, segundo a cultura védica, a realização de tais cerimônias
quando a Deidade se muda para um novo templo, de modo a preparar o
local para receber a Suprema Personalidade de Deus.

Após a cerimônia os devotos iniciaram um bhajan,
meditando na chegada das Deidades, que já haviam saído de Franco da
Rocha e estavam a caminho de São Paulo num comboio organizado por
Sri Krsna Sakti Das, e composto por Rama Krsna Das, Dina Bandhu Das,
Adi Badri DD, Govindananda Das, Gopali DD, Doyal Nitai Das, bhaltin
Ana Maria e Katyayani DD). Durante todo o trajeto os devotos que
traziam Suas Onipotências ligavam de tempos em tempos para o templo
para dar notícias de onde estavam, e a ansiedade por ver de novo o
Senhor do Universo e Seus Irmãos, o Senhor Caitanya, o Senhor
Nityananda e Srila Prabhupada aumentava.


Entretanto, antes da chegada das Deidades chegou
Dasananda Gouranga Das com o caminhão de mudanças carregados com
toda a parafernália do pujari e dos ashrams, e os devotos que
participavam do festival se engajaram em massa para descarregar o
caminhão antes que as Deidades chegassem; todo mundo ajudou, nem que
fosse carregando uma gaveta escadas acima. A sana de Srila
Prabhupada foi colocada em seu lugar de honra, a parafernália das
Deidades foi colocada no pujari (graças ao rápido trabalho de
Gitamrta DD, Harinama Das, Anandini DD, Arjuna Vallabha Das, Ananda
Vrindavana DD e Ditasu Das) e a mobília do ashram foi carregada lá
para cima por devotos entusiasmados em servir, e ansiosos pelo que
ainda estava por vir.


Chegou então o momento mais esperado do dia; os
devotos estavam concentrados na sala do templo cantando os santos
nomes quando receberam a notícia de que as Deidades já estavam na
Avenida Corifeu, e se dirigiram para a entrada do templo para
recebê-lAs.
O kirtana, que já estava animado antes,
atingiu proporções impressionantes sob a liderança do prabhu Vijaya
quando os carros que traziam as Deidades finalmente estacionaram na
frente do templo. O êxtase dos devotos era visível; o rosto dos
devotos brilhava de felicidade, e mais de uma devota podia ser vista
derramando lágrimas de alegria por estarmos, finalmente, reunidos
com nossos Senhores. Apenas recordar o ocorrido traz novamente
lágrimas aos meus olhos.





Srimate Subhadra foi a primeira a sair do carro, e os
devotos cantavam maravilhados Seu nome, prostrando-se quando Ela
passava em direção à sala do templo. Flashes de fotos brilhavam por
todo o caminho, e ouviam-se os rojões estourados pelos devotos para
comemorar a ocasião. Em seguida saiu Sri Baladeva, que subiu as
escadas os som de “Jaya Baladeva, Jaya Baladeva...”, enquanto os
devotos pulavam sem parar e prestavam reverências quando Ele passava.
Saiu então do carro o Senhor Jagannatha, e o kirtana assumiu
proporções alarmantes. Os devotos cantavam em êxtase, quase sem
controle, e as lágrimas corriam livremente no rosto dos devotos.
Quando a murti de Srila Prabhupada começou a subir as escadas em
direção a seu lugar na sala do templo muitos devotos o acompanharam,
como um cortejo de honra acompanhando aquele a quem devemos toda a
felicidade transcendental que estávamos experimentando. Subiram, por
fim, Sri Sri Goura Nitai e Salagram Sila, encerrando com chave de
ouro aquele momento mágico em que finalmente realizamos que nossas
amadas Deidades estavam de volta.
















O kirtana prosseguiu por algum tempo na sala do
templo, e não dava indicações de parar espontaneamente, de modo que
os devotos foram gentilmente interrompidos para que pudéssemos ouvir
as sábias
palavras de Sua Santidade Purushatraya Swami.
Maharaj começou a palestra cantando suavemente os santos nomes, e
depois falou sobre o Bhagavad-gita e sobre a reinauguração do
Adi-Templo.

Por fim, após a palestra foi servida uma deliciosa
prasada preparada com muito carinho e dedicação por Rama Hari Das e
sua equipe (Andressa, Nurvadi, Cleide, Carol e Markandeya Das), e os
devotos partiram para casa para descansar e se preparar para mais um
dia de festa.

Domingo
O domingo começou com um tempo
agradável, um pouco mais fresco do que o sábado, e a programação da
festa começou às 9 da manhã com o nama-yajna organizado por
Vaikuntha Murti Das (Festival da Índia). Foram deliciosas 6 horas e
meia de kirtan liderado, alternativamente, por Sua Santidade
Purushatraya Swami, Satvata Das, Rama Parsva Das, Krsna Kripa Das,
Paravyoma Das, Rama Kumara Das, Vijaya Das e Vaikuntha Murti Das.








Ao meio-dia tivemos um guru puja realizado por
Paravyoma Das, seguido por um saboroso almoço preparado com esmero
por Anjaneya Ram Das, bhaktin Marina, Rama Sakti DD e seu marido
Sandip. O nama-yajna continuou até as 15h30min, quando se iniciaram
os depoimentos de alguns devotos antigos da congregação de São
Paulo, coordenados por Vaikuntha Murti Das.




Falaram sobre sua experiência no yatra de São Paulo,
na época do início de suas atividades, Sua Santidade Purushatraya
Swami, Paravyoma Das, Hadai Pandita Das, Keli Parayana Das, Sri Rupa
Manjari DD, Harinama Das, Sri Govinda Das e Sua Santidade
Chandramukha Swami.













Ao final dos depoimentos Dasananda Gauranga Das,
membro da Equipe Administrativa do Adi-Templo responsável pelo
Departamento Financeiro, dirigiu-se à congregação,
agradecendo a todos aqueles que vêm
colaborando mensalmente com a manutenção das atividades do
Adi-Templo desde o fechamento em Outubro de
2008. Em seguida Ananda-Maya DD, membra do Departamento de
Comunicação do Adi-Templo,
leu para os presentes uma carta elaborada pela Equipe
Administrativa, comentando as dificuldades sofridas nos últimos 9
meses, o apoio dos devotos e os obstáculos
superados ao longo desse período, e leu em seguida
uma lista (longa, mas definitivamente não
completa) dos devotos que ajudaram, seja com
doações, seja com serviço, com a preparação da casa nova para
receber as Deidades de volta a São Paulo.



Chegou, então, o momento mais esperado do dia: o
primeiro darshan das Deidades na casa nova. Os devotos começaram a
cantar suavemente, e finalmente as cortinas do altar se abriram,
revelando Sri Sri Jagannatha, Baladeva e Srimate Subhadra, Sri Sri
Goura Nitai e Salagrama Sila em toda sua glória.


As deidades estavam lindas, e os devotos muito
emocionados; novamente podia-se ver diversas devotas derramando
lágrimas de felicidade, enquanto os devotos canalizavam toda a sua
alegria no kirtan que, inicialmente sob a liderança de Keli Parayana
Das, e passando pelo comando de diversos devotos e devotas,
certamente teria trazido abaixo uma estrutura mais frágil do que a
do templo novo.











Após o fim do arati, realizado pelo prabhu Harinama,
e do kirtana, os presentes assistiram a uma belíssima apresentação
de dança indiana com a mataji Gourangi, e depois deleitaram-se com
uma deliciosa prasada de primeira classe preparada por Madhava Lila
DD, Yadu Kumara Das, Govinda Lilamrita DD e bhkata André.


Assim encerrou-se o fim de semana da reinauguração do
Adi-Templo em São Paulo – com os devotos felizes e satisfeitos,
voltando para casa com alegria no coração pela volta das Deidades à
cidade, e pela perspectiva de poder tornar a vê-las em breve, agora
mais perto de casa.
Texto:
Ananda-maya Devi Dasi
Fotos: Madhumati Radhika Devi
Dasi e Tirthatma Nitai Das
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